É de homem tocar trombone. É de homem dominar um saxofone. É de homem estar com uma borracheira nos cornos e segurar-se em pé graças aos suportes dos microfones. É de homem saltar e dançar da forma que quer. Mais contagiantes que um H5N1, mais rápidos que um rocky MCMLXII, mais vistosos que o Alberto João Jardim num dia de carnaval, são estes 12 músicos e artistas da dança romena que receberam os meus euros com todo o gosto e deixaram quem gostou com uma bela recordação.
A interacção com o público era a melhor, extasiavam-se com os berros parecidos com os dos carrinhos de choque do S. João "uuuoooooooope!". Quando arranjei espaço para expressar o ritmo que provocava, foi a loucura. Uma fila de espera de mais de 4 elefantes esperavam a sua cervejinha morta produto de um aumento da produção para combater a seca de verão, distraiu-os dos preciosos bebedouros. A dançar lá fomos beber água. Deu para molhar a roupa e dançar em volta como se fosse um ritual de dádiva divina. Quanto? 2 euros a cerveja? O "staff" ri-se. De volta para a selva, só lhe faltava o pó no ar, não fosse um solo calcetado iamos comer pó, beber água e ouvir a fanfarra. Sinceramente não sei os nomes dos temas que ouvi, mas todos eles tinham a rapidez necessária para simular um trabalhador com um martelo pneumático. Isto durou, e durou. Até se irem embora de vez e terem aparecido do lado do palco com a mesma festa que semearam no palco. O normal português quer tocar. Levá-los para casa se possível. Foi uma desilusão ninguém ter percebido que eles queriam circular e que o "povo" os acompanhasse. A cobiça é tanta...
E vai mais uma fractura lombar!
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